A Caderneta da Pessoa Idosa é gratuita e pode ser solicitada pela própria pessoa idosa, por familiar, cuidador ou profissional de saúde. Ela reúne informações que ajudam a acompanhar consultas, exames, vacinas, medicamentos, hábitos de vida e necessidades de cuidado.
Para obter a versão disponível atualmente, o caminho mais direto é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. O Ministério da Saúde também informa que a caderneta pode ser acessada em formato digital ou solicitada pelo e-mail do Departamento de Gestão do Cuidado Integral. Veja como pedir, o que anotar e como usar o documento sem transformá-lo em substituto da avaliação profissional.

Para que serve a Caderneta da Pessoa Idosa
A caderneta funciona como um registro organizado do cuidado. Em vez de depender apenas da memória na hora da consulta, a família pode levar anotações sobre sintomas observados, mudanças na rotina, medicamentos em uso, resultados de exames e dúvidas que ficaram para depois.
O Ministério da Saúde descreve a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa como uma ferramenta para acompanhar informações clínicas, hábitos de vida, histórico de condições de saúde e uso de medicamentos. O material também inclui orientações de autocuidado, saúde mental, prevenção da violência, direitos e serviços úteis.
Isso ajuda especialmente quando a pessoa passa por mais de um serviço. A informação anotada pode apoiar a conversa entre a UBS, o atendimento domiciliar, uma consulta especializada e a família. Ainda assim, a caderneta não substitui prontuário, receita, laudo, cartão de vacina ou documento oficial. Cada serviço pode manter seus próprios registros e pedir informações adicionais.
O documento também pode favorecer a autonomia. A pessoa idosa pode escrever o nome pelo qual prefere ser chamada, indicar contatos de confiança, registrar perguntas e participar das decisões sobre o próprio cuidado. O familiar ou cuidador ajuda quando necessário, mas não deve apagar a voz da pessoa que está sendo acompanhada.
Quem pode pedir e onde obter
O serviço oficial informa que podem solicitar a caderneta:
- pessoas com 60 anos ou mais;
- familiares e cuidadores;
- profissionais de saúde.
Segundo o mesmo serviço, não é exigida uma lista específica de documentos para ter acesso à caderneta. Mesmo assim, levar o Cartão SUS ou um documento de identificação pode facilitar a localização da UBS e a vinculação com a equipe de referência. Essa é uma sugestão prática, não uma exigência informada pelo serviço federal.
Há três caminhos indicados pelo Ministério da Saúde:
- UBS de referência: peça a caderneta durante o horário de funcionamento e pergunte se a unidade entrega a versão impressa ou orienta o acesso digital.
- Site do Ministério da Saúde: procure a publicação “Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa” e baixe o arquivo oficial disponível.
- E-mail do Departamento de Gestão do Cuidado Integral: o endereço informado no serviço é dgci@saude.gov.br. No pedido, escreva o nome da pessoa idosa, a cidade e se precisa da versão digital ou de orientação para obter a impressa.
A página do serviço foi atualizada em 29 de julho de 2026. Ela informa que o atendimento é gratuito, que a resposta por e-mail tem tempo médio indicado de cinco dias úteis e que a entrega presencial pela UBS pode ter espera estimada de até um dia útil. Esses prazos são referências do serviço federal e podem variar na prática, por disponibilidade local e pela forma de atendimento da unidade.
Se a UBS não souber orientar, anote o nome da unidade, a data do pedido e o canal indicado pelo profissional. Depois, consulte a Secretaria Municipal de Saúde ou o próprio Departamento de Gestão do Cuidado Integral. Não é necessário comprar uma caderneta de terceiros para começar o acompanhamento: primeiro confirme se a rede pública disponibiliza o material.
Como preencher e usar nas consultas
Antes de preencher, separe os documentos e informações que a família já tem: receitas atuais, nomes dos medicamentos, exames recentes, contatos de profissionais e registro de vacinas. Não é preciso completar tudo de uma vez. O melhor uso é levar a caderneta para a consulta e preencher cada parte com a pessoa idosa e a equipe de saúde.
Na rotina, vale manter uma lista atualizada de:
- medicamentos, horários, doses prescritas e quem orientou o uso;
- alergias ou reações já conhecidas;
- consultas, exames e internações;
- vacinas recebidas e dúvidas sobre doses atrasadas;
- quedas, desmaios, alterações de memória, sono, apetite ou humor percebidas pela família;
- mudanças na capacidade de caminhar, tomar banho, se vestir, cozinhar ou administrar dinheiro;
- telefones de familiares e serviços que precisam ser acionados.
Nas anotações, prefira fatos observáveis e datas. Em vez de escrever apenas “está pior”, registre “passou a precisar de ajuda para levantar da cadeira desde terça-feira”. Em vez de alterar uma receita por conta própria, anote o que aconteceu e leve a dúvida ao profissional. A caderneta organiza a conversa; não autoriza iniciar, suspender ou mudar remédio sem orientação.
Leve o documento para consultas, vacinação, exames, atendimentos domiciliares e situações em que outra equipe precise entender rapidamente o histórico. Guarde-o em local acessível, protegido de umidade e junto dos documentos de saúde. Se a pessoa tiver dificuldade visual ou de leitura, escolha letras maiores, use caneta escura e peça ajuda para manter os registros legíveis.
A página do Ministério da Saúde sobre vacinação lembra que a Caderneta de Saúde também pode reunir informações importantes e que o Cartão de Vacinas deve ser mantido atualizado. Em caso de perda, a unidade de saúde pode orientar a recuperação dos registros e a emissão de uma nova via do cartão, conforme os dados disponíveis na rede.
A caderneta também pode ajudar a preparar uma consulta de atendimento domiciliar. O guia do RBGG sobre atendimento domiciliar pelo SUS para idosos explica por onde começar a solicitação. Para informações de vacinação e registros digitais, veja como usar o Meu SUS Digital para consultar vacinas. Se faltar o Cartão SUS, confira também como emitir ou tirar a segunda via. Outros conteúdos para a rotina de familiares estão na categoria Cuidadores.
Perguntas frequentes
Quem pode solicitar a Caderneta da Pessoa Idosa?
A própria pessoa idosa, familiares, cuidadores e profissionais de saúde podem solicitar o material. O serviço é destinado ao acompanhamento de pessoas com 60 anos ou mais.
É preciso apresentar documentos para pedir a caderneta?
O serviço oficial informa que não são exigidos documentos específicos para ter acesso à Caderneta da Pessoa Idosa. A UBS pode orientar o atendimento local e pedir dados apenas para localizar o cadastro ou a equipe de referência.
A caderneta é paga?
Não. O Ministério da Saúde informa que a Caderneta da Pessoa Idosa é disponibilizada gratuitamente, em formato digital ou impresso, conforme o canal de acesso e a disponibilidade do serviço.
O que fazer se a UBS não tiver a caderneta?
Anote a orientação recebida e procure a Secretaria Municipal de Saúde. Também é possível consultar a publicação no site do Ministério da Saúde ou enviar uma solicitação ao Departamento de Gestão do Cuidado Integral pelo e-mail dgci@saude.gov.br.